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Cristian Mungiu, Presidente do Júri da Cinéfondation e das curtas-metragens

Dia 20.03.2017 às 2:29 PM

Cristian Mungiu, Presidente do Júri da Cinéfondation e das curtas-metragens © Dan Beleiu

 

 

Para a 70ª edição do Festival de Cannes (17-28 de Maio), Cristian Mungiu vai presidir o Júri da Cinéfondation e das Curtas-metragens, após ter feito parte do júri de Steven Spielberg em 2013. Realizador, argumentista e produtor, sucede neste papel a Naomi Kawase, Abderrahmane Sissako, Abbas Kiarostami ou a Jane Campion.

 

 

Representante eminente da Nova Vaga romena, Cristian Mungiu partilha com o Festival uma longa e brilhante história. Depois da Palme pelo seu segundo filme de grande impacto 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, recebeu os Prémio de melhor argumento e melhor interpretação feminina com Para Lá das Colinas e o de melhor realização para O Exame.

 

Se a filmografia deste cineasta exigente e comprometido é recebida desta forma por júris sucessivos, é por incidir com força na sociedade romena um olhar marcante com ressonâncias universais. As suas obras ambiciosas examinam de perto a natureza humana com uma rara inteligência: sátira suave do sonho de algures dos jovens Romenos no pós-comunismo (Occident, 2002); narrativa assustadora de um aborto clandestino numa pequena cidade (4 Meses, 3 Semanas e 2 dias, 2007); lendas urbanas surrealistas e humor seco sobre o sistema Ceauşescu (Histórias da Idade de Ouro, 2009); exorcismo com fundo de integralismo religioso e herança comunista (Para Lá das Colinas, 2012); conto moral sobre os compromissos e a corrupção na sociedade romena (O Exame, 2016).

Nascido em 1968 em Iași, Cristian Mungiu trabalhou primeiramente como jornalista e professor após ter estudado Letras Inglesas. Integrou depois a Academia do Filme e do Teatro em Bucareste, onde filmou várias curtas-metragens. Continuou a sua formação enquanto assistente de realização junto de Bertrand Tavernier com Capitão Conan (1996) e Radu Mihăileanu com O Comboio da Vida (1998). A sua primeira longa-metragem, Occident, foi seleccionada para a Quinzena dos Realizadores em 2002 e triunfou na Roménia.
Desde então, de filme em filme, Cristian Mungiu percorre um caminho singular que alia necessidade interior e reflexão social. Entrega uma gramática cinematográfica magistral: argumento incisivo com uma complexidade cativante, narração tensa que simpatiza com o thriller, planos sequenciais de uma fascinante austeridade que nos deixam sempre em choque. Sem compromisso, o cineasta não se esquece do humor, do desprezo e de um sentido muito Mitteleuropa do absurdo.

 

“Cristian Mungiu faz gloriosamente parte desta escola romena que Thierry Frémaux valorizou a partir dos anos 2000”, precisa Gilles Jacob, presidente da Cinéfondation. Basta ver a inteligência e as ramificações interactivas de um argumento como O Exame para reconhecer que Cristian é o examinador de sonho para fazer o exame do Festival, ou seja, a Cinéfondation e as curtas-metragens. Como dizia o grande Dreyer numa das suas curtas, em 48: Eles fazem o exame… Boa sorte aos candidatos!”

 

Por seu turno, Cristian Mungiu partilhou a sua primeira reacção: “Reconhecer o valor, a originalidade, no cinema nunca foi fácil. Reconhecer o valor de jovens cineastas, é ainda mais difícil. Mas a Cinéfondation é conhecida por ter conseguido fazê-lo com grande eficácia. A Cinéfondation sempre deu aos jovens cineastas a ajuda e o reconhecimento de que precisavam no início de carreira para que se exprimam com coragem e para que possam encontrar a sua voz. Desejo que isso continue durante muito tempo com a mesma eficácia e estou orgulhoso de estar associado a esta iniciativa.”

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