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Em torno da Selecção 2015 : Palma de honra

© Ciné-Tamaris

 

Uma Palme d’or de honra será atribuída a Agnès Varda durante a Cerimónia de Encerramento do 68º Festival de Cannes. Até agora, apenas Woody Allen, em 2002, Clint Eastwood, em 2009, e Bernardo Bertolucci, em 2011, receberam esta distinção suprema em nome do Conselho de Administração do Festival de Cannes. Esta palma é atribuída a um realizador famoso cuja obra é notória no mundo, mas que, no entanto, nunca recebeu uma Palme d’or.

Agnès Varda é a primeira mulher realizadora a receber o precioso troféu: observa com o seu humor lendário: “E, no entanto, os meus filmes nunca tiveram um número próximo de entradas dos deles!”
Fotógrafa, argumentista, actriz, realizadora, artista plástica, Agnès Varda é uma artista completa, mulher genial dos sete ofícios que a sua curiosidade insaciável leva aos projectos mais variados dos quais sempre tira pleno partido.

 


Nascida a 30 de Maio de 1928, estudou fotografia e deu os primeiros passos no Festival de Avinhão sob a alçada de Jean Vilar. Escolheu dois actores do TNP, Sylvia Montfort e Philippe Noiret, para a sua primeira longa-metragem, La Pointe Courte, que será montada por Alain Resnais. Retrospectivamente, podemos ver nesta obra de 1954 tudo o que, mais tarde, será o sucesso da Nova Vaga. Mas foi em 1962, com Duas Horas da Vida de Uma Mulher que Agnès Varda foi reconhecida, sendo depois consagrada, em 1965, com um Prémio Louis-Delluc pelo filme A Felicidade.
De alma destabilizadora, Agnès Varda passa, consoante as suas viagens e as suas paixões do momento, da curta à longa-metragem, do documentário à ficção, abordando todos os temas: Mur, murs, Daguerréotypes, Jane B par Agnès V são reflexos da sua fantasia poética, enquanto as suas ficções, nomeadamente L’Une chante, l’autre pas ou ainda Sem Eira Nem Beira (Leão de Ouro em Veneza em 1985), testemunham, sem concessões, a realidade social.


Após a morte de Jacques Demy, o homem da sua vida, realiza três filmes em sua memória, dos quais o emocionante Jacquot de Nantes.
Em 2000, faz Os Respigadores e a Respigadora, sozinha, com uma câmara digital; em 2006, transforma-se em cenógrafa plástica para a exposição que lhe é dedicada, l’Ile et elle na Fundação Cartier e, dois anos depois, o filme que realiza sob a forma de auto-retrato, As Praias de Agnès, recebe o César de melhor documentário.
 
Figura emblemática e artista única, oferece um modelo a todas as jovens gerações: a sua obra e vida distinguem-se por um sopro de liberdade, uma arte em afastar os limites, uma determinação inabalável e uma convicção que se ri de todos os obstáculos: parece ser capaz de cumprir tudo o que deseja.
 

 

 

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